26.10.08

Houvesse uma grávida que parisse um mundo novo e inteiro

Ou um anão que cuspisse uma bola de fogo

E dela saísse Homens do mesmo tamanho

Se possível com uma flor no cabelo

O amor com um lustro de saliva

Uma transparência igual à do rio Homem

Que é perpendicular ao meu corpo mal refinado


E um apostador que ao ler um poema dissese: chega!

Acabavam-se os heróis e os candeeiros avariados

E os dias ganhariam tantas raízes comuns

Tantas luzes de aniquilar Gigantes

Que ao amor era-lhe impossível não dar frutos

Não dar homens rectos e tochamente iluminados

Em vez de cabeças espetas na ponta de um ceptro

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