29.12.08

alguns (eu)forismos (já publicados)

Se tropeçares numa pedra e o sangue despertar a terra compreende isso como uma dádiva;

A salvação tem uma cor: Abril;

Todos os jardins são belos; mesmo aqueles que são feios

O ódio trata-se com sódio e muita oração

escreve, diz o que tens a dizer, até fazeres ferida em ti; a tua existência será escrita em palavras de sangue

A masturbação é uma máquina de fazer imagens;

O vejo o mundo tal qual um cego: sem pleonásmos;

Para se fazer uma guerra basta um de cada lado

Quando a morte te sorrir age com naturalidade

Não roubes. Não mates. Fuma um cigarro;

Tudo cai; excepto a música;

A saudade é um bicho bem pensado;

Sai de ti... mas volta;

De noite não cantes; incomodas os vampiros;

Adora. Aproveita o teu lado predador

Deus : fruto de nenhuma árvore

O mundo continuará a ser grande enquanto os homens forem pequenos;

O único dom existente neste mundo é fabricação do fingimento

A cada instante o silêncio liga a sua ignição;

Há muitos caminhos que vão dar a Deus; mas nenhum de regresso

Não tenho passado nem futuro; represento o instante em que escrevo

Na Febre e na Loucura os pássaros são as únicas visitas;

Deus perdoa tudo, até os seus próprios erros

23.12.08

Bom Natal e um próspero ano novo são os votos do teórico dos calhaus

16.12.08

passagem de ano - definição

O único dia do ano em que se virmos um cigano de pistola na mão, temos a certeza que vai disparar para o ar.


roubei esta do blog do paulo rodrigues
O médico abre o jogo para o paciente: - Infelizmente, o senhor só tem seis meses de vida. E agora doutor? O que eu faço? - Se eu fosse você, me casaria com uma mulher velha, chata e bem feia e me mudaria para o Paraguai. - Por que, doutor? Vão ser os seis meses mais longos da sua vida.

Marcial Armando Salaverry


12.12.08

É Natal. Temos um mês inteirinho para pensar no que é que iremos pedir ao Pai Natal. Uma bicicleta. Um peluche. Um jogo de cozinha. Duas notas de vinte. Uma cunha na secretaria da câmara.

O Natal é fixe. Ver as pessoas na rua munidas de cartão de crédito, gastando suor em décimas de segundo, contribuindo para milionaridade do Belmiro de Azevedo, comprando coisas larocas para durar dois dias e depois, lixo, é um espectáculo a não perder neste Teatro em qualquer rua perto de si.

O nosso coração enche-se de brilhantes, vemos tudo a piscar, os preços nas lojas a piscar-nos os olhos, a madamme a experimentar um vison que o amante, que é manso, lhe diz: “leva meu amor!”.

Os shoppings carregados de ratoeiras para o freguês com chinesices e guloseimas de criar obcessos.

Os banqueiros sorrindo, as contas de uns emagrecendo e a de outos ganhando banha da boa. As caixas de multibanco à pinha, mas só sai notas. Entrar é que nada!

O capitalismo ganhando cabedal, o operário, coitado, tem cinquenta putos ranhosos lá em casa a pedir um matraquilhos.

Gosto do natal porque nesta época a tristeza e a miséria - que parecem duas fufas - vão dar uma volta ao bilhar grande, e durante alguns dias irão dormir com o rafeiro. Ah, que sorte!

Tudo é bonito, tudo fala de amor como se isso fosse um instrumento de tocar nos lábios. A Fraternidade, esquecem-se que é um caramelo que se desgasta, e o Amor, acreditem que não sai em cabaz algum.

As crianças calçam sapatos novos mas continuam a calçar as meias rotas.

Os jornais a falarem de fadas e princesas, o mundo a maravihar-se com a fantasia, milhões de barbies preenchem as casas. As guerras em stand by.

O negócio sempre a render, o vegetariano rompe com a sua filosofia e desbunda uma boa coxa de perú. Pela rua a beleza é um samba português já que a farsa anda bem disfarçada.

Os três reis magos a passarem na minha zona de Porshe, com seus ares de quem nunca participou em greves, anunciando o nascimento do menino pobre.

É natal. A crença ganha mais adeptos. Acreditar é um espectáculo que faz subir as caixas registadoras, mais velas derretidas para nomear um Santo padroeiro.

Depois das trocas de prendas, de passado o efeito do espumante, do circo que foi ao ver o sogro a engasgar-se com uma espinha do bacalhau, depois de olhar a factura da luz e do arrependimento de ter deixado não sei quantos dias o pinheirinho ligado, a consumir quilos de watts, depois de termos desacreditado a criança quando tentávamos imitar o Pai Natal, e ela, assim que abrimos a boca, disse: “eu conheço este hálito!”, vem a realidade ao de cima acompanhada de feras e outros gigantes horrendus; e que não está para cócegas!

Pois é, esta é a parte mais triste desta história de Natal, já que, depois da luminosidade e do riso, vem a tristeza, depois da festa surgem os telefonemas dos senhores bem educados do banco a pedir que actualizemos a nossa situação bancária, e o pai tolo e a começar a levantar a voz para a mulher que está cansada de lavar tachos queimados. E depois é o filho que quer ir para o ginásio queimar as calorias causadas pelas rabanadas, mas claro, o guito foi-se e, décimo terceiro mês só para o ano. E os operários de novo na realidade com espinhas, puxando com a força de braços as máquinas perras, a terem que produzir mais e mais, a alegria a baixar seus níveis de beleza, Jesus Cristo a ser banalizado nas anedotas, as uvas passas misturadas com a ração para o rafeiro, a guerra a fazer peito, o combustível a diminuir nos depósitos, o Ferrero Rochê a fazer estragos nos intestinos. O sentimento das pessoas a ser entendido apenas com manual de instrução!

E porque a realidade não se deixa enganar, o melhor é não oferecermos uma capa de super homem aos nossos filhos, uma vez que ele poderá pensar que será capaz de voar e os resultados são desastrosos.Viva o Pai Natal! Viva a eletrónica! Viva o Belmiro que nos deixa sonhar em cada prateleira de Hipermercado! “Viva eu cá na terra” a tentar consertar o meu péssimismo!

Ainda dizem que o Natal havia de ser todos os dias. O caraças que havia! E depois quem é que paga as favas?!


10.12.08

Agenda cultural de barcelos

11.Dezembro.08

21:30h | Auditório do Museu de Olaria - Barcelos

MÚSICA| Noiserv

Entrada: 3€ » Estudantes: 2€ » Sócios: gratuito

+ Info em:

Contactos e Informações:

AMIMUOLA – Amigos do Museu de Olaria

Rua Cónego Joaquim Gaiolas – 4750 – 306 Barcelos

Telefone: 253.824741 | E.mail: amimuola@gmail.com

+info: www.chadasquintas.blogspot.com | www.amimuola.blogspot.com

4.12.08

Frases do meu novo livro, Parte I

Um cientista é um cientista

Mas um poeta é um poeta!

... ... ... ... ... ...

um mundo feliz

é composto por sol e água

... ... ... ... ... ...

Não desistas: cinquenta mil homens dependem de ti!

... ... ... ... ... ...

Troco poemas por cigarros

E o gozo que isso me dá!

... ... ... ... ... ... ...

É com a cabeça dentro do poço que se escuta o avanço do mar

... ... ... ... ... ... ...

Se a noite é uma mulher como lhe pegar na cintura?

Que ilusionista tira o céu de uma cartola?

... ... ... ... ... ... ...

a noite é o espelho em que me demoro e retoco a farsa

para o dia de amanhã

... ... ... ... ... ... ... .. ... ... .. .... .... ... ... ..

Estou condenado mas canto

A guilhotina está pronta

As lâminas afiadas com um brilho genial

O carniceiro aquecendo as mãos

Não vá ele falhar o golpe

Peço um último desejo

Que é um Direito meu e está na Carta dos Homens

As crianças devem sorrir sem pagar mensalidade

Os banqueiros que não tentem!

3.12.08

04.Dezembro.08

21:30h | Auditório do Museu de Olaria - Barcelos

MÚSICA | The Partisan Seed

Entrada: 3€ | Estudantes: 2€ | Sócios: gratuito



Contactos e Informações:

AMIMUOLA – Amigos do Museu de Olaria

Rua Cónego Joaquim Gaiolas – 4750 – 306 Barcelos

Telefone: 253.824741 | E.mail: amimuola@gmail.com

+info: www.chadasquintas.blogspot.com | www.amimuola.blogspot.com