O que sou?
Se fosse noite escolheria uma esquina abençoada pelas excreções de anteontem. Nem saia curta cor “Senhor dos Passos”, nem meia Lycra rota… O meu calvário é outro. Sou eu! Aquele que adora vindimar campos de milho verde trajando, apenas e só, uma gravata da mais pura seda.
Ideias?
Já matei umas quantas com beijos
Mas depois nasceram herpes
Enquadramento?
Estarei no dossier da maledicência
Mas a capa está incompleta.
Ainda escondo frascos de compota de maçã no alçapão da escrita. Se Deus quiser, ou não quiser, um hei-de ser tarte… Até lá, sou eu! Esse cujo umbigo é ocupado por grainhas de solidão alheia em forma de alegorias de trazer por hipermercado.
Estampo sorrisos indistintos na porta do frigorífico. Sugo-lhes histórias e coro a fronha com suores vários. Apenas eu! Tanto eu! Que se esfregue o "eu" nas suas alergias…
Desconexo?
Peço perdão por traçar múltiplas rotas
Subornem outro navegador
para o primeiro não está nada mal.
ResponderExcluirestou a ver que isto vai descambar, o que é bom sinal.
abraço sianês