como te escrever com a luz viva dos faroleiros
se ainda ontem me despenhei contra o tempo
como acreditar no ar que toco
se celebro todas as coisas num só delírio
se agisse numa força eléctrica dentro do que sou
perguntar-te-ia: por que escutas (n)o silêncio
e tu dirias: para entender melhor tuas palavras
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