8.9.09

contra-pilas

para quê ler o mar quando da tua boca te oiço dizer as palavras dos livros

para quê olhar o céu quando no teu bikini caminho por olhares nunca dantes olhados

para quê saber da felicidade se não sabemos o caminho das pedras

para quê ir, se verdadeiramente nunca chegamos onde queriamos chegar

para quê levar a amante para praias distantes, se mesmo lá vais encontrar os teus amigos

para quê um poema com fios de tristeza se mesmo a alegria nos faz chorar

para quê um peluche falante se eu próprio sei fazer melhor

meu amor, este poema é feito de carne, mas cuidado, que quando a fome aperta vai e pescoço e tudo.

0 coments:

Postar um comentário