25.10.09

eu escuto as grandes máquinas de produção humana

o delírio de uma gaivota que canta livremente

as ventoinhas siderais na fabricação do Outono

e não me venham dizer que caminho pelo lado contrário

eu sou outra coisa! vida e morte em simultâneo

e anseio “notícias do meu país” como uma prostituta na sua primeira vez

escutando homens que descem fundo para se conhecerem

por isso eu corro para o verbo da fantasia

como um cavalo cego em busca do seu nome

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