e haviamos de ter o arado para rasgar nossos caminhosde sonhar tão inabaláveis que a terra transpirava música
e os dias de primavera não teriam cápsulas
para escorregar melhor na garganta
mas depois veio o inverno
e a falta de lenha
ao que o meu corpo desprendeu-se do teu
como um cristo a separar as águas
e deixámos promessas nas folhagens
que mais tarde leriamos
assim que tu soubesses ler, e eu escrever
0 coments:
Postar um comentário