23.11.09

Um cientista é um cientista
Mas um poeta é um poeta!
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um mundo feliz é composto por sol e água
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Não desistas: cinquenta mil homens dependem de ti!
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Troco poemas por cigarros e o gozo que isso me dá!
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É com a cabeça dentro do poço que se escuta o avanço do mar
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Se a noite é uma mulher como lhe pegar na cintura?
Que ilusionista tira o céu de uma cartola?
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a noite é o espelho em que me demoro
e retoco a farsa para o dia de amanhã
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Estou condenado mas canto
A guilhotina está pronta
As lâminas afiadas com um brilho genial
O carniceiro aquecendo as mãos
Não vá ele falhar o golpe
Peço um último desejo
Que é um Direito meu e está na Carta dos Homens
As crianças devem sorrir sem pagar mensalidade
Os banqueiros que não tentem!

2 coments:

  1. Fiquei rendida. Poesia , a arte de dizer o impronunciável, é um bem de primeira necessidade.

    Luz & Paz

    Ariadne

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  2. Obrigada pelo bem-hajas, amigo Flávio. Para ti também um bem-hajas porque te reencontro quinzenalmente (?) neste semanário barcelense – A Voz do Minho -; a ti e às tuas palavras, e desculpa que te contradiga, cheias de talento, humor e crítica. Porque, amigo, o facto de te enrolares sob a manta ou de meteres a cabeça na areia como a avestruz (estas são as minhas palavras ainda que semanticamente idênticas às tuas) dizendo que não queres saber dos que roubam, dos que são espoliados, da miséria de uns e da aviltante riqueza de outros, dessa sacanagem (políticos e não só) que nos assola, dizia, esse facto, por si só, revela que não estás assim tão alheado à espúria sociedade que alguns, iluminados, sempre os mesmos, persistem em nos servir diariamente às refeições, como um veneno que lentamente nos envenena a alma e o corpo, metaforicamente falando…
    Por mim, e penso que por muitos outros, terás uma leitora assídua; assim podes pôr a música a tocar, podes reagrupar as palavras espalhando-as sobre o papel e com o lápis, com que pintas a paisagem do teu quarto, transformá-las em textos, ali e acolá com uma pincelada de lirismo (mas quem é o poeta que não sofre deste mal!), mas, essencialmente, tão agradáveis de serem lidos…e propensos à reflexão.

    Um beijo amigo
    Bernardete Costa
    (Eu sei que não estou no sítio certo...mas o que te quis dizer cabe em qualquer espacinho, não achas?)

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