
No próximo dia 7 de Fevereiro, no Auditório da Câmara Municipal da Amadora, pelas 15.30 horas, vai ser o lançamento do meu livro de poesia "Amar-te em Silêncio", com a chancela da Edium Editores.
www.ciclosdepoesia.blogtok.com
A antologia : coleção de trabalhos literários,
geralmente poemas, agrupados por temática, autoria ou período.
Sites/Entidades promotoras:
BlogTok + Associação às-artes + Assoc. X + Núcleo MIL de Barcelos
www.blogtok.com
www.as-artes.blogtok.com
www.silaba.org
www.movimentolusofono.blogtok.com
Você está convidado a participar do ciclo poético consagrado aos 7 Pecados Capitais
Ciclo poético dos 7 Pecados Capitais
Os 7 Pecados Capitais: a) Vaidade b) Avareza c) Ira d) Preguiça e) Luxúria f) Inveja g) GulaSerão 7 os Ciclos, conforme acima exposto. Após o término destes ciclos avançaremos para a Publicação da Antologia
Critérios de participação
Dados necessários para participação virtual nos Ciclos
1- Local de nascimento, cidade.
2- Enviar até máximo de 3 poemas sobre cada ciclo.
3- Podem/devem enviar uma foto por poema ou escolher as pinturas indicadas dos artistas participantes.
4- Cada ciclo será divulgado na internet em site próprio assim como nos sites das entidades/promotores.
5- Os ciclos poéticos serão divulgados, preferencialmente em site próprio, no BlogTok, Às-Artes e em diversos sites.
Obrigatório para Publicar na Antologia "Elementos":
1- Deverá mandar perfil com foto e email
2- Escolha de 1 poema para publicação
Antologia:
É uma produção Lusofona de cariz preferêncalmente virtual.
Depois de cumpridos os 7 ciclos, faremos uma ANTOLOGIA dedicada aos mesmos
Cujo tema serão os “Os 7 pecados capitais”.
Esta antologia será impressa em papel e cada autor participará da mesma com
1 texto (poesia) à sua escolha.
A Antologia será paga da seguinte forma:
(participação facultativa)
Cada autor pagará o valor simbólico do custo de um Livro que lhe será entregue ao domicilio. O valor a pagar será o menor possível visto que este é um projecto de todos e para todos sem qualquer fim lucrativo da parte do mesmo. Tudo faremos para apresentar um preço base bastante simbólico e procuraremos patrocinadores para o efeito.
O autor não é obrigado a participar da mesma visto que é um acto livre e pessoal.
Participar nos Ciclos não obriga a participar na Antologia. Nem é obrigatório participar em todos os ciclos
Forma de entrega dos textos:
Para QUALQUER dos seguintes emails:
giselemos@yahoo.com.br
ibernise@hotmail.com
jsl@blogtok.com
flaviolopesdasilva@sapo.pt
joseilidiotorres@sapo.pt
Até dia 30 de janeiro
(esta data poderá sofrer alteração conforme a participação)
Atenção:
Faremos revisão dos textos dentro do humanamente possível. Não faremos críticas, exclusão ou qualquer forma de censura.
Cada um deve-se responsabilizar pelos textos enviados.
Revisão e digitação, ficarão por conta dos autores dos poemas.
Faremos a diagramação e a respectiva a capa.
A postagem do texto nos sites promotores assim como em diversos Blogs de autores
Opiniões e outras questões não discutidas aqui, podem ser enviadas por email.
Distribuição futura poe eBook, PDF, Word, etc dos livros virtuais afectos a cada ciclo
Agradecemos e aguardamos
Brevemente mais participantes
Quem desejar participar pode enviar email para o efeito
PARTICIPA
Site Oficial
A Mónica casou faz vinte meses e, o seu mais-que-tudo já anda na roliçe das fêmeas. Chega a casa tarde, com dez copos a mais e, um cheiro a perfume que não adianta inventar frases à prosa porque ela está mais que vista e sabida.
Farta de ouvir explicações, de ser feita gato sapato, de não lhe poder dizer uma palavrinha sequer, que ele pega nervos, pois é ele quem investe na casa e lhe dá um modo de vida que as suas amigas tanto invejam.
- Vou à reunião da empresa e não sei a que horas venho – Disse o marido já com um pé fora da porta à sua esposa que estava no quarto a organizar o álbum das fotografias.
Bendita hora. A mulher ganhou coragem de ver para crer e decidiu seguir o marido. Meteu-se no seu JIPE todo-o-terreno, última prenda de anversário do marido, e lá foi ela, em busca da verdade.
O sacana mal sabia o que lhe esperava esta noite, enquanto conduzia o seu descapotável à maneira de quem pensa que vai chegar a algum lado. Entrou nesta rua, saiu naquela, virou à esquerda, depois outra vez, parou o carro, desligou-o, fechou a capota, saiu dele com seu ar desportivo e, em passo magestoso, entrou numa vivenda geminada onde o único obstáculo que tinha era um portão pequeno que dava para avançar.
A lesada matrimonial, que o tinha seguido, esperou uns poucos minutos no interior da sua viatura e, após estar segura no que ia fazer, foi na direcção da casa, avançou o portão, chegou-se ao pé de uma janela, a modos de não se ouvir, por um espaço do cortinado conseguia ver com os seus dois olhos sofridos o que se passa lá dentro daquele escuro, em que apenas uma vela ilumina a sala, nomeadamente a área do sofá, onde agora está sentado o seu marido que, por realidade crua, viu o que viu: se não fosse uma minúscula cueca de fio-dental com estampa de tigre e um pequeno lenço sedoso em volta do pescoço, estaria em pelota.
A mulher ferveu com quanta tristeza tinha. Mas aguentou-se. Queria ver a cara da fulana, a filha da mãe, o que é que ela tinha que ela não tinha. Escutou uma barulho de porta a abrir. Era a tal, a amante, caça-maridos, que saiu do quarto em trajes menores. Como era, como não era.
Assim que a mulher se aproximou da luz, foi a confirmação de muitos anos de mentiras. Só com uma diferença: a mulher deveria andar na casa dos setenta. Mais velha que a sua avó. Com um cabelo tão eriçado que se as escovas tivessem alma rejeitariam passar os seus dentes naquele molho de fios cinzentos e brancos. A pele pior que pele-de-galinha, rugas, varizes, boca descaida. Meus Deus que impressão!
Aquilo não seria amor, aquilo seria consertar canalizações!
Pensou em anular aquela cena disparatosa, mas, ao olhar o seu JIPE, a sua vidinha de madamme não sei das quantas, ao fim e ao cabo os seus rendimentos podiam estar ali, naquela velhaca tinhosa e cheia de massa...que mais dia menos dia, vai-se.
Em vez disso, regressou a casa, ao seu conforto de sedas. O marido deveria ter chegado pouco depois das duas da manhã. Entrou sorrateiro como costume, pôs-se na cama sem ligar a luz, sem fazer ruído. Nem boa-noite. A mulher, decide manter a luz apagada e perguntou-lhe com qb de manhosice:
- Que tal a reunião, correu bem?
- Sim correu, conseguimos resolver muitos assuntos – Respondeu, sem conseguir esconder o tom de cansado de quem parecia ter mudado os quatro pneus do carro de uma acentada.
- Nesse caso deves estar cansado! Dorme que amanhã tens o tal encontro dos antigos jogadores do Braga, depois na quarta a tertúlia dos colecionadores de carteirinhas de açucar e depois o congresso do partido, não te esqueças.
Depois ela adormeceu, a pensar que, se tudo correr bem, poderá ter aquele vestido italiano e o colar de rubis que há muito lhe vem pedindo. Mas para isso, é certo, terá de compreender o porquê de ele raras vezes pegar ao trabalho de manhã, e quando faz horas extras à noite, e a missão o chama, o gigolô, coitado, tem de dormir até ao meio-dia, obrigatoriamente. Chiiu, não façam barulho, que ele esta noite trabalhou muito.
Enquanto bruxos e cartomantes enganam gentes que gostam de ser enganadas com palpites de previsão sobre o que será o ano de 2009, o mundo tem agora com que se entreter nas horas vagas. Então não é que a guerra começou e ninguém deu o apito inicial! Pumba, foi logo a abrir milho, aproveitando os saldos das munições.
Uma pergunta: terá Israel ou a Palestina apoio de países aliados, em que todos eles se irão baldar às orações para atiçar os Deuses, e estes, jogarem a favor dos seus apoiantes?
Enquanto isso, no sigilo dos preparativos, num descampado ou numa gruta, treinam-se bombistas, obrigando-os a ter de ouvir o Cláudio Ramos, puxa-se lustros às canhotas, os mísseis nucleares são afiados nas pontas, os discursos aumentam para tons escaganifobéticos, sacia-se os cães com Vinho Borba, que é autêntica pólvora nos intestinos, etc.
As pessoas do mundo, que nada têm a ver com as birras dos outros, aproveitam os seus tempos livres em palpites de sobre quem sairá vencedor nesta guerra.
As apostas superam o número de apostadores do totobola, quem irá ganhar a batalha não se sabe, sabe-se apenas que não haverá empate para ninguém, nem muito menos árbitro algum português irá meter o nariz.
Mas, espera-se que haja um bom combate, isso sim, quantas mais casas destruídas, inocentes tombados, sangue inútil pelo chão, melhor. E os construtores agradecem. Alguns suspiram: já fazia falta um guerrinha para animar os dias cinzentos!
As guerras têm a vantagem de tirar a monotonia das conversas do costume dos fregueses, tirar o stress do trabalho, já ninguém ferve com as derrotas sucessivas do Benfica, o insulto aos árbitros já não alimenta o ego, ou, espancar a mulher porque um badameco qualquer falhou um pénaltie, já não dá "pica".
É urgente uma guerra para que possamos brilhar. Assistir a uma morte em directo pela T.V. faz-nos sentir intocáveis, vivos, uma sensação que Deus nos protege em exclusividade. Enfim, gostamos de falar de morte porque isso faz-nos sentir vivos.
As pessoas já se habituaram a que uma bomba lhes passe por cima da cabeça e vá bater quatro casas adiante. É pura adrenalina! Uma guerra entre homens beijando-se como burros em que se misturam os Deuses à pancada a ver qual deles é o mais verdadeiro!
O resultado não importa, interessa é que haja um bom desafio de parte a parte, aproveitar e comer umas bifanas e beber umas bejecas e dizer: Força, vai, entra pela esquerda, dispara agora, isso, esfola!, e depois dá uma lambada no gato que não tem culpa nenhuma no cartório.
Já ninguém se aterroriza com questões nucleares. Falar em bombas químicas é como falar em mata-moscas!
Pensamos sempre que a guerra nunca chegará aos nossos bairros, fica a impressão que ela está loonge, muito looonge, por detrás de um cortinado preto, as pessoas que morrem não morrem, é tudo a fingir,
são figurantes que ganham à comissão!
O Rambo entrará em acção apoiado pelos super-heróis da banda desenhada e está o caso resolvido!
Há palpites sobre a organização táctica da guerra, tipo: 3 4 3 de um lado e 4 4 2 do outro, com relatores e tudo para que não percamos uma pontinha dos acontecimentos, assim, podemos ir ao frigorífico que não perdemos nenhum lançamento de míssil.
Sei que os mais fanáticos Palestinianos estão a ponderar entrar no território inimigo com a famosa técnica do ex-jogador de futebol Zidane, à cabeçada.
Sei porque nesta altura de crise não há dinheiro para investir em bombas ao peito.
Mudando de tom e antes de me ir embora quero deixar aqui um alerta: se pensarmos que a guerra é jogada numa playstation com cada um com o seu comando, tudo à base de vírus electrónicos, treta!, pois eu vos digo, quando os aviões de combate furarem os céus e a terra tremer como uma tola, quando as bombas abrirem valas de infinitas sepulturas, quando se abrirem clarões nos céus, quando os estilhaços sobrarem para nós, quando já não houver Homens para abater e, as crianças que assistem aprenderem todos os truques e vícios... a vida fica por aí, e não haverá tempo para fazer piada disto! Até daqui a quinze dias se Deus quiser, perdão, se alguns senhores quiserem.
Olhe a imagem (se quiser amplie clicando em cima). Se ela parece se mexer, saiba que seus olhos estão errados. Mesmo assim eles são normais. Descubra o porquê lendo abaixo.

