27.2.11

A morte não me interessa, o sofrimento tampouco,
mas quero que saibam que sou dono da minha asfixia,
lentamente afogado em livros


23.2.11

QUEM ACREDITA SEMPRE ALCANÇA!!




quando se está à morrer e há tanto ainda por dizer
percebe-se que escrita nenhuma alcança o 'sempre' das coisas que
estão por ficar..
! Quem escreve sempre alcança


15.2.11

Sê escravo da literatura. Pratica a agricultura das palavras. Semeia poemas por tudo quanto é nome. Chora e canta versos do interior da terra. Tens o tempo preso ao arado. E o arado a sonhar contigo. os bois choram por ti. E depois do fim colherás: Um deus-criança do teu fundo

12.2.11

escreveu até o sangue acabar
num movimento liberdade
e com a voz fez um redemoinho
de negros lírios
era noite
no grito das aves
e na inteira noite ficou
a solidão de um nome
à espera do cardume
esboçar o corpo
para se juntar
o mar e a cidade

8.2.11

Se queres saber mais sobre o mundo,
como crescem as árvores, as cotovias, sem os veres crescerem,
olha o teu pai, repara na tua mãe, e finge que entendes
quando uma estrela cai do céu

7.2.11

Sei que os meus poemas são raizes quadradas
e que no sono da voz nascem altas heras
Sei que me lês de olhos fechados    dormentes
e que desse silêncio fazes um guarda-chuva
Sei que operas cada palavra em moinhos antigos
e do que sobra ressuscitas o agora
Sei que roubas água aos pequenos mares
para matar a sede aos barcos do pensamento
Sei que tudo isto faz-te lembrar o futuro
porque o poema é o caminho da nossa infância

5.2.11

Errar é tão didáctico quanto aprender o voo
Só se chega à verdade pelos caminhos dos erros

4.2.11

Ressureição:

Por que vivemos os dias, todos os dias,
com uma morte escondida em cada mão?