A morte não me interessa, o sofrimento tampouco,
mas quero que saibam que sou dono da minha asfixia,
lentamente afogado em livros
27.2.11
23.2.11
15.2.11
12.2.11
8.2.11
7.2.11
Sei que os meus poemas são raizes quadradas
e que no sono da voz nascem altas heras
Sei que me lês de olhos fechados dormentes
e que desse silêncio fazes um guarda-chuva
Sei que operas cada palavra em moinhos antigos
e do que sobra ressuscitas o agora
Sei que roubas água aos pequenos mares
para matar a sede aos barcos do pensamento
Sei que tudo isto faz-te lembrar o futuro
porque o poema é o caminho da nossa infância
5.2.11
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